Conhecendo Capitólio, Minas Gerais

Eu e Lucas decidimos finalmente conhecer Capitólio. Depois de vermos muitas fotos e ouvirmos falar do tal “Mar de Minas”, programamos uma viagem para a cidade no recesso de fim de ano. No dia 26 de dezembro colocamos o pé na estrada e ficamos na região por três dias.

Capitólio é uma cidade com cerca de 9 mil habitantes situada no sul do estado. Mais exatamente, entre a Serra da Canastra e o Lago de Furnas. Além de suas muitas cachoeiras, o município é conhecido pelos Cânions e pelo extenso lago artificial com seus 1.440 km² navegáveis.

A cidade, segundo os próprios moradores, começou a ficar “famosa” há dois anos. Desde então, tem recebido turistas de diversas regiões, principalmente de São Paulo e do próprio estado de Minas Gerais. Por isso, é possível observar que a estrutura do município para o turismo ainda está em desenvolvimento.

Atrações

Capitólio não possui muitas opções de restaurantes, lanchonetes ou atividades que não sejam passeios mais naturais. Na verdade, as atrações ficam por conta do Lago e das cachoeiras. A cidade é pequena e você pode encontrar aquele ambiente típico de cidadezinha do interior de Minas: tem uma igreja, tem uma praça e é ali que as pessoas se encontram, o que me encanta!

Outra observação que acho válida é que o custo dos passeios no geral é um pouco salgado. A maioria das cachoeiras fica em propriedade privada, por isso é necessário pagar uma taxa que varia de R$ 15,00 a R$ 40,00 por pessoa.

Para visitar as cachoeiras, a rota principal é pela Rodovia MG 050 que liga Capitólio a São José da Barra. Aliás, esse trecho tem cerca de 45 km. Separei a imagem do mapa que recebemos no camping para compartilhar aqui:

Mapa Capitolio

Lugares que visitamos (marcados no mapa ou não):

Cidades:

  • Capitólio
  • Furnas
  • São José da Barra

Pontos turísticos e preços por pessoa:

  • Complexo de cachoeiras Paraíso Perdido (R$ 25,00*)
  • Mirante dos Cânyons (Free)
  • Cachoeira Diquadinha (Free)
  • Cachoeira do Grotão (R$ 15,00)
  • Lago de Furnas (R$ 80,00 passeio de lancha por 3 horas)

Restaurantes que indicamos:

  • Bica D’Água (na MG 050)
  • O Tropeiro (no centro de Capitólio)

Hospedagem:

  • Camping “O Canarinho” (na MG 050)

 

Alguns pontos que merecem atenção ( e um alerta!)

Se for acampar, prepare-se!

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Nossa barraca nova é bem grande: tem dois quartos e, apesar da chuva forte, aguentou bem o tranco. Marca: Ozark Trail.

 

Como eu mencionei, optamos por uma hospedagem mais barata para essa viagem. Havíamos acabado de comprar uma barraca maior e além dos preços beeem altos, as hospedagens mais convencionais já estavam bastante lotadas. Normalmente nós gostamos do que a atividade de acampar tem a oferecer, mas Capitólio no verão é igual a chuva. Muita chuva.

Não levamos nenhuma estrutura ou lona para proteger a barraca, parte porque não estávamos preocupados, parte porque queríamos testar o quanto aguentava a barraca nova. Durante duas madrugadas choveu muito. Terminamos com algumas goteiras, noite mal dormida e o medo do vento sair carregando a barraca com a gente dentro, hahaha.

O camping que ficamos, que citei lá em cima, é ótimo. Super indico. A estrutura é bastante boa (um dos melhores campings que fiquei). E, olhem só, tem até piscina.

Pedras escorregadias

Quem vai à Capitólio deve esperar o que a cidade tem de melhor para oferecer: muitas paisagens maravilhosas, calor e várias opções de cachoeiras. No entanto, o que o município tem de melhor também é o que tem de mais perigoso. As cachoeiras são formadas pela famosa pedra mineira, ou pedra São Thomé. Isso quer dizer que são extremamente escorregadias por causa do limo presentes nas pedras, que são igualmente cortantes.

Minha dica é para que não poupem seus tênis e muito menos tenham receio de molhá-los.

De olho na hora do almoço

No nosso primeiro dia na cidade resolvemos visitar a vizinhança: Furnas e São José da Barra. Passamos de carro pelos locais, já que não tem muita coisa para ver. Chegamos em São José da Barra por volta de 13h30 e fomos procurar um lugar para almoçar. Resultado: os únicos dois restaurantes da cidade já estavam fechados. Era “tarde” e tinha acabado a comida.

Muito (mas muito mesmo) cuidado com o caminho

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Tiramos essa foto momentos antes do quase acidente. O trecho que falei está logo atrás de mim.

 

Há duas maneiras de conhecer o complexo de cachoeiras Paraíso Perdido (são 18 quedas no total). A primeira, indo pelo local mais conhecido entre os turistas – e o mais óbvio – “Paraíso Perdido” (R$ 40,00 por pessoa), e a segunda, entrando pelo “Pé da Serra” (R$ 25,00 por pessoa). Recebemos o conselho de optarmos pela segunda alternativa, que além de mais barata oferecia a opção de “ver mais cachoeiras pelo caminho”.

Pagamos, assinamos um termo de responsabilidade que isentava o dono do local de possíveis “sei lá o quê” e avançamos cachoeira abaixo. A única estrutura oferecida? Setas pintadas no chão que indicavam o caminho.  Andamos por cerca de uns 30 minutos seguindo essas marcações.

Conforme avançávamos o caminho ia ficando mais acidentado, as quedas maiores e os poços mais fundos. Nos deparamos com um trecho onde a seta no chão indicava para atravessarmos um córrego com largura de um metro aproximadamente. O problema ficou por conta das pedras escorregadias e a força da correnteza que levava a água para uma queda iminente.

Primeiro atravessou o Lucas. Ele estendeu a mão e depois foi a minha vez. Tragédia anunciada. Sabia que aquilo ali era mais perigoso do que parecia. Ao tentar firmar o primeiro pé eu escorreguei no limo das pedras e cai de peito. Lucas também caiu para que pudesse me segurar. De alguma forma ele conseguiu me puxar para o outro lado (tenho umas teorias de que ainda não era a minha hora de passar dessa para melhor, hahaha – tô rindo, mas é de nervoso!). Nós ficamos muito traumatizados. Para sair dali ou passávamos pelo mesmo lugar ou tentávamos encontrar um caminho mais embaixo.

Seguimos por alguns metros e cada vez o caminho ia ficando mais tenso. Para piorar, uma nuvem escura ia se aproximando e apontava que vinha chuva e, com ela, a tromba d’água. Por fim, encontramos um grupo que fazia o caminho inverso. Pedimos para seguir com eles e voltamos pelo mesmo caminho. Fizemos uma espécie de cordão humano para passar pelo córrego e depois daquele trecho consegui até mergulhar em um dos poços que ficavam no início do caminho.

Na volta, relatei ao responsável pelo “Pé da Serra” sobre o que tinha acontecido e sugeri que utilizassem cordas e cabos de aço nos lugares mais perigosos. Basicamente o homem deu de ombros e disse que não sabia de que trecho eu estava falando.

Bom, fica a dica, pessoal. Não indico essa entrada para ninguém e muito cuidado com as pedras! Não sou o tipo de pessoa desastrada ou que não tem costume de fazer esse tipo de trilhas, então o alerta é sério.

 

Com carinho!

 

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