Vamos falar de… Ansiedade

Demorou algum tempo até que eu pudesse escrever sobre isso.

Em fevereiro de 2017 eu tive o grande sintoma. “A crise”.

Estava na aula de ioga (sério!) quando senti uma inquietação tremenda. O coração acelerou, as mãos e os pés soavam frio. Era uma angústia sem tamanho. Comecei a ficar preocupada. A sensação que eu tinha era que eu queria fugir para algum lugar, mas não sabia para onde. Além disso, aquilo tudo acontecia dentro de mim, precisava entender o que estava acontecendo e não podia deixar as pessoas perceberem, esse era o meu pensamento.

Tomei uns bons goles de água, rezei um bocado. A aula acabou e eu sosseguei um pouquinho. Cheguei em casa e contei para o meu compa (noivo/marido/namorado, tanto faz). Tomei um banho e comecei a me sentir melhor. Não cheguei aos 70%, mas foi o suficiente para conseguir dormir.

No dia seguinte, acordei e percebi que sentia muito medo de acontecer aquilo de novo. Fui para o trabalho, mas as perguntas não paravam de passar pela minha cabeça. E se eu estivesse sozinha no momento da angústia? E se ninguém conseguisse me entender? Pronto. Esse foi o gatilho para outro episódio. Não conseguia me concentrar na leitura dos meus e-mails e tudo que eu queria era correr e chorar.

A essa altura eu já sabia que não era nenhum sintoma físico. Fui para o Ambulatório e procurei a psicóloga (que privilegiada eu fui, eu sei). Ela só ia chegar depois de 30 minutos. E foi o tempo mais longo da minha vida, Deus do céu! Quando ela chegou foi certeira no diagnóstico. Disse que era um episódio de TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) e que eu precisava da ajuda de um psiquiatra e de uma terapeuta. Naquele mesmo dia vi o psiquiatra.

Esse foi o início um longo período de sofrimento (sim, porque isso também faz parte do que chamamos de “vida”), autoconhecimento e, até o momento, redenção.

Se você se identificou em algum momento com alguma das coisas que eu disse ou conhece alguém que passou por algo parecido, queria que você lesse o parágrafo a seguir com muita atenção.

Transtornos mentais como ansiedade, depressão, bulimia, TOC, etc não são raros. Na verdade, eles são mais comuns do que gostaríamos e atingem muita pessoas. Não acredita? Então dá uma olhadinha nessa matéria aqui. Ou pesquisa por aí, no pai Google.

O que importa saber sobre isso tudo é que você não vai sentir isso para sempre. Tudo passa! Tudo mesmo: a tristeza e também a felicidade. Eu sei que é clichê, mas as coisas ruins, se trabalhadas, trazem alguma lição. E que tal essa de aprender a lidar com esse mundo doido? Ou pelo menos conhecer o caminho para essa mudança?

Eu sei que tive mais sorte do que muita gente porque pude contar com uma rede de suporte e tudo aconteceu muito rápido para mim. Mas olha, também sei que sozinho ninguém pode ficar. Há alternativas: SUS, assistência em universidades que oferecem atendimento gratuito para comunidade…

Eu tô bem agora, por enquanto, e gostaria de poder ajudar todas as pessoas que passam por isso. É por isso que eu escrevi esse texto.

Empatia é a coisa mais preciosa do mundo e não custa nada praticar.

 

8 comentários em “Vamos falar de… Ansiedade

  1. Ahhh q lindo .. me emocionei .. me identifiquei a cada linha … tbm ja sofri c esse terrivel transtorno .. mas como vc disse nada como um dia após o outro e tbm tive um suporte maravilhoso que foi Deus( mas ñ era mt facil rezar no começo) .. minha familia e o psiquiatra q foram o alicerce p minha cura … logico q de vez em qdo ela “ansiedade” tentar dar o ar da graça … mas c o tempo aprendemos a controlar nossas emoções e reconhecer algumas coisitas q influenciam ela aparecer e na mesma hora falamos Opaaaa ! Aqui vc ñ entra mais … Parabéns pelo texto .. pelo teatemunho e pwlo blog .. ja ganhou uma seguidora 😙👏👏👏

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  2. Adorei esse novo projeto seu❤
    Já vou comentar aqui pra te prestigiar.
    Você é uma menina cheia de luz e eu adoro estar perto de você. Nos passa uma energia, uma confiança, até difícil pensar que você passou por esse transtorno.
    E como já comentei uma vez, eu também já tive algo parecido e sei como é horrível. Só quem passa por isso sabe como é ruim, pois ninguém a não ser você mesma, consegue te tirar desse buraco. Pode ter mil pessoas em sua volta, rezando, orando, falando coisas boas p você, mas sua mente tem que focar na positividade, caso contrário você só afunda.. pelo menos eu mensentia assim. E parecia que não ia ter fim…
    Não fui a um psicólogo, nem fiz tratamento, mas um dia quero fazer.
    Bom saber que isso é mais comum do que imaginamos, pq até cheguei a pensar que eu tinha a mente muito “fraca” pra deixar acontecer isso comigo sabe…
    Muito boa a matéria amiga.
    Te desejo sucesso com blog ✨😘💕

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  3. Parabéns pela iniciativa.
    Adorei o texto, muito bem elaborado e de fácil entendimento.
    Uma luz pra muitos que passam por problemas comuns e que muitas vezes são ignorados.
    Grande beijo!

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  4. Que bom saber que não sou a unica. Sou mega anciosa.E as vazes não é facil lidar com isso.Hoje faço aulas de dança; onde ja consigo ficar mais relaxada.

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